terça-feira, 13 de maio de 2014

Amor à distância no futebol: Flamengo.

Flamengo, maior torcida do Brasil (ou uma das) e claro aquele amor todo. Vários torcedores de todo o Brasil procuraram a gente via twitter (aproveitando pra agradecer os twitters do Fla que ajudaram a gente dando RT na convocação. Vocês foram essenciais!).
Desde já, pedimos desculpas por ter “rejeitado” alguns torcedores que entraram em contato com a gente e agradecemos por se colocarem a disposição. Temos a certeza que todos os que se interessaram em participar teriam histórias lindas de amor pelo Flamengo pra contar, mas, com o coração na mão, tivemos que priorizar os que moravam mais distante do Rio.
Mais um agradecimento (juro que é o último!). Aos quatro queridos flamenguistas que, com paciência, responderam as perguntas e depois fizemos refazê-las em forma de texto, tiraram as dúvidas e tiveram a paciência de aguardar pra ver seus relatos aqui no blog. Muito obrigada, de coração!
Vamos ao que interessa! Com vocês o relato de quatro flamenguistas que moram bem distante do seu amado Mengão.

Roger Loureiro, 18 anos, flamenguista, morador e natural de Ilhéus-BA.


Sou de Ilhéus na Bahia e torcer por um time de fora do meu estado é algo mais que comum, é algo cultural, é quase que obrigatório para qualquer criança, então para eu torcer pro Flamengo surgiu de forma natural através do meu pai, apesar de ter uma fase da infância que estava em dúvida, porém como toda criança inteligente torce por um time vencedor não titubeei e estava certo do meu clube do coração.
Por morar longe sou alvo de preconceito por pessoas que se auto intitulam deterministas dos padrões de vida das pessoas alheias, ou seja, elas acham que você não torcer por um time de sua região é digno de adjetivos nada bons. Essas pessoas a gente encontra facilmente nas capitais que têm times grandes e de expressão, porém nada disso faz diferença em torcer pelo o meu time, o único problema real é mesmo a distância e não poder estar diante do mesmo em decisões e jogos importantes.
Hoje no meu estado por uma mobilização midiática os clubes do estado, principalmente Bahia e Vitória estão crescendo, adquirindo novos torcedores em locais onde o Sudeste do país domina ou que até então dominavam que é o interior do estado e cidades menores, ainda sim eu prefiro torcer quase exclusivamente para o clube de fora do estado, sempre apoio o time da minha cidade no deficitário e inútil calendário de jogos que lhe é fornecido, isso de certa forma impede talvez que eu me dedicasse exclusivamente a ele.
Toda a distância do clube que torço não me faz ter vontade de morar no Rio de Janeiro, minha paixão futebolística não chega a esse ponto de mudar-me endereço fixo para tão longe apenas pelo clube, quem sabe uma oportunidade profissional faria isso, portanto sonho em ver uma grande conquista internacional, no Maracanã como uma Copa Libertadores, quem sabe em um país mundo afora um Mundial de Clubes, sonhar nunca é demais.

Jethro Martins, 26 anos, piauiense (conterrâneo da Vanessa) e flamenguista.


Primeiramente, obrigado pela oportunidade de contribuir com o trabalho de vocês. Sou um amante do futebol em geral e fico contente ao encontrar pessoas que não tratam isso apenas como "perda de tempo".
Conheci o Flamengo por meio do meu pai. Ele também é flamenguista, mas desde cedo deixou claro que eu poderia torcer para o time que eu quisesse. Tanto que quase torci pelo Palmeiras, quando foi a Teresina jogar contra o Quatro de Julho, de Piripiri, e fomos ao Albertão assistir ao jogo (foi em 1993, se não me engano; eu só tinha 5 anos de idade). Mas não resisti à influência do pai. Por lembrança mesmo, creio que comecei a torcer a partir do centenário do Mengão, em 95. Aquele time com Sávio e Romário era de encher os olhos, embora não tenha ganho algum título naquele ano.
Infelizmente, morar tão distante do time do coração é complicado, principalmente para torcer com mais ânimo, acompanhar os jogos de perto, ter algum contato com os jogadores para incentivá-los e até mesmo para adquirir algum produto relacionado ao clube. Em 2013, estive no estádio em três jogos do Flamengo, dois em Brasília, contra Vasco e Grêmio, e um em Fortaleza, contra Portuguesa. Seria muito caro ir a mais jogos! "Apesar dos pesares", gosto muito de torcer pelo mais querido do Brasil. E, como se não bastasse, meu coração decidiu amar outro time, esse de mais longe ainda: o Arsenal, de Londres; mas essa já é outra história!
Certamente existem pessoas que acham bobagem torcer por um time do Rio de Janeiro. Acham que não amo futebol por não ter escolhido um time local. Ademais, há torcedores do Rio que acham que alguém de fora do estado não pode ser "tão torcerdor quanto eles". Puro preconceito! Quanto à reação as pessoas quando sabem que sou flamenguista, em geral é positiva, já que não é difícil encontrar um "compatriota" da Nação Rubro-Negra.
Não tenho planos de morar no Rio de Janeiro. Embora a vontade de conhecer seja grande, não me vejo morando lá. A insegurança e o stress urbano ainda falam mais alto. E até porque, se todo flamenguista fosse morar no Rio, o Rio teria que ser do tamanho do Brasil! =D
Sonho em estar no Maracanã lotado numa final [de preferência se for contra o "Vice da Gama", pois assim a vitória seria certa!] e ver de perto meu time erguendo uma taça. Seria sensacional!

Luís Azevedo, 30 anos, paraense de Abaetetuba e flamenguista.


Meu pai é o maior Flamenguista que eu conheço, não tinha como meu coração seguir outro caminho. Até hoje o Flamengo faz grande parte de sua rotina, assim a família toda seguiu na mesma direção.
Morar em Abaetetuba, interior do estado do Pará e torcer, acompanhar jogos e notícias do Mengão não é tão fácil, pra isso assino todo tipo de comunicação, de Canal Fechado a Blogs especializado no maior do mundo. Quando tem jogo mais próximo, não penso duas vezes, arrumo a mochila e viajo. Lembro-me de um jogo em Fortaleza, contra o Ceará, passei menos de 24 horas na cidade, fui só pra ver o jogo, o resultado de 1x0 foi o suficiente para valer a pena.
Aqui no norte é comum ter torcida dos grandes clubes do país, o Flamengo é maioria absoluta claro, mas bate um sentimento triste, de não poder acompanhar todos os jogos presencias, assisti os treinos e coisas do tipo. Para superar essas frustrações criamos (Diego Azevedo, Ediene Azevedo, Francinaldo Mares e Eu) o Bloco de Carnaval (Urubu na Avenida), que já está no seu quarto ano, e sempre um sucesso total.  A partir daí criamos a loja Urubu Shop, somente com produtos Oficiais do Flamengo, imagina isso? No interior do estado!  Além da campanha de doação de Sangue Rubro Negro, na qual já tivemos diversas honrarias pelo Hemopa e o Jogo da Família Rubro Negra que já está indo para o 3º ano 
Fui ao Rio e me apaixonei, é incrível a força do Flamengo nesta cidade, apesar de não acompanhar a rotina do time de forma presencial todos os dias, minha vontade é assisti o maior número de jogos possível durante as temporadas (já estou com passagem comprada para Flamengo X botafogo em julho) não só no Rio de Janeiro, até porque o Flamengo se sente em casa onde estiver no Brasil todo, e como disputa vários campeonatos durante o ano, dá pra se programar e participar bastante.
Algumas pessoas me chamam de fanáticas, outras de louco, e minha esposa já até desistiu (risos), mas o Flamengo é mais que um time, é algo que une minha família, por isso não ligo muito. Quando me tornei Sócio Torcedor, muita gente disse coisas do tipo “tá só mandando dinheiro pro Rio”, mas sei que a maior torcida do mundo faz a diferença. E sou parte dela.
Meu grande sonho é ir ao Maracanã assisti o Mengão com toda minha família, sentir cada emoção bem de perto, abraça meu pai como sempre abraço nas vitórias (na sala em frente a TV), vê-lo sorrir quando o Mengão é Campeão, isso não tem preço!!!

Bruno Ribeiro,  35 anos, flamenguista de Montreal.




Nascido e criado no Rio de janeiro minha paixão pelo Clube de Regatas do Flamengo começou na década de 80. Meu pai vascaíno não tinha muito interesse em levar meu irmão e eu aos estádios de futebol então essa tarefa ficou por conta de um vizinho que sempre ia ver os jogos do rubro-negro carioca. As minhas lembranças mais claras são de assistir aos Fla-Flus e nessa época não tinha outro resultado senão a vitória, na maioria das vezes por goleada.

          Agora morando em Montreal no Canadá o que sinto mais falta, excetuando família e amigos, é de poder falar sobre o Flamengo. Afinal sempre existe uma maneira de assistir aos jogos, seja pela internet ou nos raros canais que transmitem, mas o papo pós-rodada faz uma falta danada... Principalmente pois ninguém na cidade dá a mínima importância para o campeonato brasileiro então minha única solução é navegar o twitter. Por aqui tem muito imigrante mas cada um se liga aos esportes de seus países de origem e os locais só se importam com o Hockey. Ninguém se surpreende quando falo que torço para o Flamengo e tampouco se interessam.

 Eu não penso em voltar para o Rio de Janeiro mas o que eu mais queria é que a promessa de "internacionalizar" o clube fosse cumprida. Até hoje os sites da Adidas no Canadá e EUA não vendem a camisa do Flamengo. O próprio programa de ST não entrega a carteirinha de sócio fora do Brasil. E os jogos são transmitidos de forma clandestina já que nem o clube, nem a empresa detentora dos direitos televisivos acham interessante investir em transmiti-los pela internet. Quem sabe um dia eu possa receber minha carteirinha de ST em casa, junto com minha camisa do ano, e assistir aos jogos transmitidos diretamente pela Fla TV?

~fim~

Até o próximo post com relatos de mais torcedores de outros times! (o que acontecerá em breve, juro que não vamos passar tanto tempo pra postar o próximo)

sábado, 10 de maio de 2014

Amor à distância no futebol: existe limite? [2]


                Nós juramos que não esquecemos o segundo post da série "amor à distância"! O que aconteceu foi que acabamos demorando muito para entrar em contato com as pessoas, receber os relatos e organizar as coisas mesmo... Mas, finalmente (depois de quase um mês), vamos começar aqui  ~agora~ a continuação da série. 


~~ Aleluia, irmão! ~~

                O que podemos adiantar é que nós adoramos e nos emocionamos muito com essa experiência de ler as histórias de torcedores apaixonados que moram longe de seus times.  Foi importante demais pra gente ver que muitas pessoas estavam nessa situação e queriam dividir um pouquinho da sua história com o blog e com nossos leitores.

                Agradecemos todo mundo que apoiou nossa ideia e participou do projeto, vocês foram incríveis! E deixamos aqui o convite pra você que sentiu vontade de contar sua experiência, pode nos mandar um email ou tweet.

                Ainda sobre os textos dos torcedores é importante ressaltar que nós enviamos sugestões de perguntas sobre o tema para eles, para poderem abordar vários aspectos, negativos e positivos, e escreverem um relato completo.

                A ordem dos posts da série será de acordo com os relatos que recebemos, os times que vão aparecer inicialmente por aqui são os que recebemos a quantidade suficiente de relatos primeiro: Flamengo, Botafogo e Grêmio. Fica aqui a indireta para os torcedores dos outros times mandarem email pra gente...  

                E adivinhem qual time será o primeiro? O da maior torcida, claaro! No próximo post, teremos Vanessa Moura, que foi responsável por entrar em contato com os flamenguistas, contando como foi isso e veremos os textos escritos pelos torcedores do mengão. 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Vídeo Patrocinado – Duelo de habilidades: Neymar x Ken Block.


Futebol e automobilismo: duas paixões mundiais. Já imaginou unir os dois? Não? Pois a Castrol fez isso! Como uma forma de inovar, a empresa, patrocinadora oficial da Copa do Mundo da Fifa 2014, resolveu unir ícones dos dois esportes e colocá-los num duelo. Os escolhidos? Neymar e Ken Block.
Quem sairia vencedor desse duelo de craques? Neymar, um dos maiores e mais expressivos jogadores brasileiros em atuação, conhecido mundialmente, amado ou odiado por muitos e tudo aquilo que a gente já sabe; ou Ken Block, o cara do Rally, automobilismo e Embaixador Castrol com seu carro lubrificado pelo óleo mais foda da Castrol, Castrol EDGE fortificado com TITANIUM FST?
O Castrol Footkhana é o mais novo sucesso dessa marca, que é uma das líderes de lubrificantes mundiais, e foi lançado especialmente para a Copa.
Se liga no vídeo abaixo e veja no que deu esse duelo! ;)
[Este vídeo é sensacional gente, sério, assistam até o fim! É daqueles que você para e pergunta: "What? Como tiveram essa ideia?"] 


Obs.: Sim, estamos muito felizes pelo goleiro ter sobrevivido até o final do vídeo.

Você pode saber mais sobre o Castrol Footkhana e a Castrol em:
            Site oficial Castrol Brazil - http://unr.ly/1idmwAD
Castrol Brazil no Facebook - http://unr.ly/1idmuZw
Castrol Brazil no Twitter - http://unr.ly/1idmwAH

Post patrocinado pela Castrol.

sábado, 12 de abril de 2014

Amor à distância no futebol: existe limite?

Amor: afeição profunda. Distância: Espaço; intervalo, afastamento.

(Imagem: The free beer movement Gente! rs )


Não sei vocês, mas não conseguimos pensar em “amor a distância” e deixar de pensar em tristeza. Amar algo e/ou alguém e não estar perto provavelmente é uma das piores coisas que existem nessa vida. E nós sabemos disso, mas quem disse que a gente manda no coração? Quando percebemos já estamos amando. E com futebol não é diferente.
Sim, mas vamos falar sobre futebol, afinal, o blog é sobre isso. As formas de começar a amar são diferentes, mas quando percebemos já estamos amando um time e pensar em deixá-lo não aparece nem em nossos piores sonhos (ou pesadelos).
Uns tem a sorte de amar um time de sua cidade/estado/região, outros não. Nesse ponto existe a eterna questão: “E você não torce pra um time da sua região porquê?”. A resposta, a nosso ver, é uma só: porque não mandamos no coração e torcer é amar, ponto.
Ainda tem mais: quem disse que um amor não só sobrevive como pode aumentar a cada dia, mesmo milhares de quilômetros separando o torcedor do time amado? Gente que nunca foi no estádio do seu time, nunca viu de pertinho, nunca esteve na cidade pode sim amar muito (e como)!
Pra quem não sabe: nós torcemos para times que não são de nossa região. Amanda é sortuda e torce para um time do ladinho do estado que ela nasceu, já Vanessa é uma situação mais “complicada”.

Relato da Amanda: Sou corintiana (como nossos queridos 10 leitores já sabem), nasci em Minas Gerais e moro no Rio de Janeiro. Pois é.
"Mas como passou a torcer pro Corinthians?" Como meus pais não torcem pra nenhum time, acredito que eu não escolhi torcer pro Corinthians por algum motivo óbvio, acho que realmente comecei a torcer e a amar e pronto.
Bom, sobre jogos em estádio a única coisa que tenho a falar é muito triste (música depressiva de fundo): nunca vi o Corinthians ganhar. NUN-CA. Infelizmente! Mas isso vai mudar e não demora, ok?

Relato da Vanessa: Sou santista (como nossos queridos leitores já sabem) e moro no Piauí! Sim, no Piauí. Quantas vezes vi o Santos de perto? Duas, apenas. Um amistoso contra o Vasco em 2010 e pela Copa do Brasil, em 2013, contra o Flamengo do Piauí. Os melhores e mais lindos dias da minha vida, posso dizer sem medo errar. Sabe do que eu sinto saudades? Do cotidiano, daquela emoção que a gente sente ao acordar num dia de jogo e pensar “hoje tem!”, de ir ao estádio, gritar gol lá de pertinho, da arquibancada, de sentir aquele clima no estádio, de combinar com as amigas de ir ao jogo juntas (por mais que isso nunca tenha dado certo, né Thais? rs), de conhecer pessoas, fazer novas amizades no estádio e tudo mais.

 Para falar mais sobre esse tema, nada melhor do que falar com pessoas que vivem isso, não é mesmo? A nossa proposta é entrevistar pessoas que moram bem longe de seus times do coração. Bem longe mesmo, até em outro país!
Estamos querendo saber mais sobre histórias de amor desse tipo e contar aqui no blog no próximo post (ou próximos, dependendo da quantidade de pessoas que mandarem), se você quiser contar pra gente sobre você + distância + time do coração é só entrar em contato pela caixa postal email: donasdojogoavv@gmail.com

Aguardamos sua história! Até o próximo post (que pode ser logo ou não).

Por: Amanda Rezende e Vanessa Moura.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Selvageria no futebol


“O que está acontecendo? O mundo está ao contrário e ninguém reparou” 
(Relicário - Nando Reis)

E fora dos estádios também! 
(Fonte: Paz no Futebol)

O que leva um “ser humano” a matar outro apenas porque ele torce para um time diferente do seu? Qual o limite do fanatismo? Qual o limite da rivalidade? Atitudes como essa podem ser justificadas por “amor ao futebol”?
É difícil ficar indiferente quando acontece uma morte no futebol. Quando se trata de algum ícone do esporte, ficamos abalados. Quando é uma morte “boba” por causa de violência entre torcidas, desperta sentimentos de repulsa, incredulidade e revolta.
Primeiro de tudo, vamos esclarecer aqui minha visão sobre seres que matam pessoas por causa de futebol: Não são dignos nem de serem chamados de seres humanos, animais ou “doidos”. São seres selvagens, sem limites e/ou noção de nada. Sim, tenho meus dois pés bem fincados na realidade e sei que briga de torcida existe e não é coisa rara (não deveria, mas existe). Estou falando aqui de "torcedores" agredindo e matando torcedores de times rivais. O que justifica tirar a vida de uma pessoa? Nada. Futebol, muito menos!
Sim, mas por que falar desse assunto agora? Domingo, dia 23, após o clássico SanSão, um torcedor santista membro da Torcida Jovem foi espancado até a morte por 15 torcedores do São Paulo, possivelmente integrantes da Torcida Tricolor Independente (você pode ler as notícias no Globo Esporte e no nosso parceiro Alvinegro da Vila).  Agora me diz, tem como ficar indiferente diante disso?
Imagina a pessoa voltando para casa, depois de ter visto um de seus maiores amores, certamente uma das coisas que mais gostava de fazer na vida, ter sua vida tirada por 15 monstros, sem a mínima condição de lutar para sobreviver, tamanha covardia? Dói o coração só de imaginar.
Não é só uma vida que se vai. É a que foi interrompida brutalmente e as que ficam (família, amigos e conhecidos). Além disso, o que também me inquieta bastante é a sensação “onde isso vai parar?”.
E não diga “ah, ela só tá falando tudo isso porque foi um santista e etc”. Podemos falar de outros casos lamentáveis e igualmente revoltantes, como o caso Kevin Espada, onde o menino de 14 anos morreu ao ser atingido por um sinalizador no estádio, e a barbárie em Joinville ano passado na partida entre Atlético-PR e Vasco que, por sorte, não teve mortos.
Vejo isso não só como uma questão de torcidas organizadas, até porque no caso do Márcio foram 15 contra um. Não foi briga de torcidas e sim uma covardia, 15 selvagens contra um homem. Isso pra mim é questão de caráter, ou melhor, da falta dele.
Terminando em morte ou não, o fato é que nada justifica situações como essa. Infelizmente, tenho certeza que mais torcedores, além de Márcio, já morreram em situações parecidas. Outra certeza é que “pessoas” que fazem esse tipo de coisa merecem punição pra ontem. 
Sobre os 15 selvagens: Não foram “homens” para espancar Márcio até a morte? Cadê a “macheza” pra mostrar a cara, assumir o que fizeram e arcar com as consequências (até porque a vida de Márcio eles não trarão de volta)? Ah, homens de verdade não fazem coisas desse tipo e eles sabem muito bem disso. Matar é crime e o mínimo que deveria acontecer era fazer com que esses monstros pagassem por tal ato. Que a justiça seja feita! (embora, infelizmente, eu não acredite que será).
Para finalizar, o velho clichê sempre é válido: se as devidas medidas não forem tomadas, nada vai mudar.

POR FAVOR! 
(Fonte: Futebol Arte)

P.S.: Já falamos um pouco sobre brigas no futebol aqui, mas diante desse fato lamentável era necessário retornar ao tema.
P.S. I: O texto de hoje contém mais reflexões do que respostas, mais inquietações, sentimentos tristes e de revolta do que o de costume. Não, não conhecia o torcedor santista assassinado, mas poderia conhecer. O sentimento vai além de “poderia ser um amigo meu, poderia ser eu”, é “é uma vida, um torcedor que se foi, uma família que ficou chorando, um filho que vai crescer sem pai”. Não precisa acontecer com um conhecido pra ficarmos revoltados e tristes, basta ser minimamente humano (como os selvagens que o mataram não foram e nunca serão).

  Por: Vanessa Moura.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Preconceito, dentro e fora do campo.

Essa semana que passou tivemos um caso de racismo no futebol (mais um, infelizmente). Tinga, jogador do Cruzeiro, passou por uma situação bem desagradável durante o jogo contra o Real Garcilaso pela Libertadores, no Peru. Quando ele tocava na bola, os peruanos imitavam macacos.
Desagradável e deselegante: sim ou claro? Fica aqui a pergunta: e daí se ele é negro, amarelo, azul, verde ou roxo? Qual o direito uma pessoa tem de julgar outra por qualquer uma de suas características?
Essa não foi a primeira vez que cenas desse tipo se repetem no futebol (e acreditamos que não será a última. Não que a gente seja pessimista e não acredite na ~humanidade~, mas se esse tipo ~ridículo~ de pensamento não mudar rápido a situação vai continuar igual).

(Imagem: MKT Esportivo)

Outros casos de preconceito no esporte: Em 2011, Michael, meio de rede do Vôlei Futuro, foi chamado de “bicha” pela torcida do Sada Cruzeiro. Segundo o atleta, o estádio inteiro (torcida cruzeirense), até mulheres e crianças, se referiam a ele com gritos homofóbicos. E você acha que só quem faz isso é a torcida adversária? Não. No ano passado, o zagueiro brasileiro, Paulão, que atua no Betis da Espanha foi expulso após receber o segundo cartão amarelo, teve que ouvir a própria torcida imitando macacos e saiu de campo chorando. Exemplos não faltam, não conseguiríamos falar de todos e nem de todos os tipos.
 A torcida pode ser linda, incentivar e tudo mais, mas infelizmente existem algumas atitudes que conseguem nos deixar tristes. Deixando bem claro que não estamos generalizando e/ou dizendo algo do tipo “tá vendo como torcida é isso e aquilo outro?”. Pelo contrário, quem já leu nossos textos sabe o quanto curtimos e, em casos específicos, até nos identificamos com elas.
A maior questão nessa história toda é: sim, esse caso tá na mídia, foi amplamente divulgado, estamos todos fechados com o Tinga (hashtag que rolou nas redes sociais e mobilizou inúmeras pessoas pelo Brasil inteiro). Tudo bem, mas e as outras pessoas que sofrem preconceito todo dia? Claro que não é de uma forma tão nítida e perceptível como nesses casos que ocorrem no futebol e esportes em geral, mas todos os dias várias pessoas são olhadas de uma forma diferente, diminuídas e até ofendidas por conta de sua cor, opção sexual.
Acreditamos que essas situações no esporte apenas evidenciam o que ainda existe na nossa sociedade: preconceito e mais preconceito. Bora rever nossas atitudes? Às vezes nós mesmos estamos fechados com o Tinga e agimos na vida real com frases do tipo “não sou preconceituoso(a), mas...”. Chega de hipocrisia, pode ser? Será que é muito clichê dizer que cada um precisa fazer a sua parte e ser uma pessoa melhor pro mundo ser um lugar bom de se viver? É, deve ser clichê, mas não deixa de ser verdade.


Textinho diferente do nosso estilo mais informal e descontraído, mas reflete bem o que pensamos a respeito do tema. Interessante que nas férias nós duas conversamos sobre isso e nunca postamos nada aqui. Agora a oportunidade apareceu.

Por: Amanda Rezende e Vanessa Moura.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Sete dias de Santos...


De sábado passado até hoje, tivemos uma semana digna de Santos: sen-sa-cio-nal! E é claro que eu não poderia deixar de vir ressuscitar o blog e abrir a temporada 2014 oficialmente.

Voltando um pouco no tempo...

Sábado passado, dia 25/01. Final da Copinha (que a gente comentou aqui), Santos x Corinthians. Os meninos da Vila fizeram a festa no Pacaembu, ganharam por 2x1 e levantaram a taça. Um grito de “CAMPEÃO” mais do que merecido, diga-se de passagem momento craque Neto. Os meninos fizeram uma campanha sensacional, disputando oito jogos e vencendo todos, a maioria de goleada. É mole? Enfim, é tradição. E ninguém pode ousar discordar, afinal de contas, contra fatos não há argumentos.
  
(Imagem: Flickr do Santos)


Quarta-feira, dia 29/01. Paulistão, Santos x Corinthians (de novo). Resultado? Santos 5x1, um passeio, chocolate, chame como quiser. O Peixe dominou, envolveu e engoliu o time da capital. Sorry, Amandita (repare que eu nem vou comentar em solidariedade a minha amiga Amanda).


(Imagem: Flickr do Santos)


Sábado, dia 01/02, vulgo hoje. Paulistão, Santos x Botafogo-SP. 5x1! De novo! Pois é, fazer o quê? Santos muito bem, atropelou mais um. Não se pode comparar, óbvio, mas vocês conseguem sentir aquele gostinho bom de 2010? Uns dizem que o Santos está enganando o torcedor. Eu, realista, mas confiante, acredito que não. Claro que não é pra ficar esperando sempre 5x1 ou cravar que temos uma nova versão do time de 2010, mas as atuações de quarta e de hoje suscitam esperanças de que o Peixe consiga novamente chegar muito longe esse ano. E olha que ainda temos muito o que melhorar (visão positiva e de psicóloga humanista porque sim).


(Imagem: Flickr do Santos)


Outro detalhe muito digno de nota: Hoje o Santos ultrapassou a marca de 12 mil gols. Sim, 12 MIL GOLS! O time que mais marcou gols no mundo. Agora você me pergunta: Vanessa, quem foi o privilegiado a fazer o gol dessa marca histórica? Gabriel Barbosa, vulgo Gabigol. Sim, um menino da Vila! Nada mais lindo do que ver um dos nossos meninos eternizar a tradição do Santos e traduzi-la em um número tão expressivo como esse. Não satisfeitos em fazer os quatro gols que faltavam e bater a marca, o time ainda fez mais um e o Peixe acabou o jogo com 12.001 gols.

(Imagem: Flickr do Santos)

Que venha mais uma semana como essa e muitas outras. Que essa alegria seja só o início!

Para finalizar: Boatos que existem torcedores que tremeram ao ver o 5x1 novamente no placar da Vila Belmiro ;)



Escrito por: Vanessa Moura (a santista do blog, obviamente).


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